06.01.08

           Era dia 23 de Dezembro e a Constança estava em casa com a sua família a fazer os preparativos para a Noite de Natal.

Constança era uma menina de 17 anos, amável, simpática, bonita e inteligente. Ela tinha uma grande qualidade; gostava de ajudar os outros e sempre que podia, era isso que fazia.

-Vou ao jardim apanhar flores para a entrada…- disse Constança.

Enquanto apanhava as flores, recebeu uma chamada da mãe do Geraldo. Um amigo seu. Este era um rapaz alto, moreno, forte, simpático e tinha uns olhos de cor esperança de mar e eram quase impossíveis olhar para eles.

-Olá, querida. Estás boa? – pergunta mãe de Geraldo.

-Sim, estou. Mas a senhora está bem? Está com uma voz um pouco preocupada.

-Pois, é que eu preciso de saber se o Geraldo está aí em tua casa.

-Não, não está. Porquê?

-Ele foi ao torneio de Karaté e ainda não voltou. Pensei que pudesse ter ido aí para ver banda desenhada contigo, como de costume.

-Não, nós tínhamos combinado para hoje ele não vir.

-Então ele desapareceu! Querido liga para a polícia…

Pi/pi/pi/pi/pi/pi/pi…

-Olha, desligou…mas o que se terá passado com o Geraldo? Tenho de descobrir…

-E vais descobrir…

-Quem disse isso? Disse Constança.

-Fui eu, Estou aqui, sua abécola! Atrás de ti!

-Ah! – exclamou assustada - quem és tu?

-Eu sou aquele que levou o Geraldo… o Estragonatalizinho! Se tu quiseres de volta o teu amiguinho, terás de cumprir uma tarefa.

-O quê?

-Tens de escrever uma história que contenha as minhas cinco palavras-chave. Se não conseguires fazer isso até à primeira hora do dia 25 de Dezembro, o Geraldo vai mais cedo p’ro pé dos anjinhos.

-Mas...

O Estragonatalizinho desapareceu antes que Constança pudesse dizer mais alguma coisa.

Desde aquele momento ela enfiou-se no quarto a escrever. Mas como é que ela iria adivinhar as cincos palavras-chave, assim do nada?

Constança acabou por adormecer na secretária e teve um sonho. Sonhou que estava a dormir, mas depois apareceu o Geraldo e acordou-a. Ele levou-a, no sonho, para o sítio onde estava aprisionado.

Ela conseguia observar o mau da fita. Ele estava a acabar de jantar e depois começou a empanturrar-se com mel. Quando finalmente ficou satisfeito, dirigiu-se ao jardim e colheu rosas vermelhas. Voltou para dentro e ficou um bom tempo a cheirá-las. De seguida, foi para o quarto olhou-se ao espelho e disse:

-Adoro o meu nome. É mesmo giro! Hehe…

Acendeu a televisão e desatou a rir por causa dos desenhos animados que estava a ver. – o Bugs Bunny. Depois deitou-se na cama e abraçou com força o seu cobertor preto às risquinhas brancas. Adormeceu…

-Agora vai, Constança. Sabes o que tens a fazer. – disse Geraldo.

Constança acordou e começou a escrever.

Na primeira hora do dia 25 de Dezembro, a Constança foi para o jardim e levou consigo uma folha. Enquanto esperava, colheu algumas flores e por engano, um pouco de azevinho.

-Olá, Constança. Tens o que te pedi?!

-Tenho. Toma!

O Estragonatalizinho ficou roxo quando acabou de ler.

-Como? Como é que adivinhaste as minhas palavras-chave? Ea minha rotina? Como?!!

-Limitei-me a ouvir uma voz amiga. As tuas palavras-chave são: mel, rosas, Estragonatalizinho, Bugs Bunny e cobertor.

-Não! Isto não fica assim! Não te vou devolver o Geraldo!

Então Constança, já zangada, atira-lhe com o ramo de flores.

-O quê? Azevinho? Odeio azevinho! Odeio o Natal! Um dia vais pagá-las!

-Estou à tua espera. Mas não hoje.

E pufff… lá se foi o mau da fita.

No céu apareceu uma estrela que trouxe o Geraldo até Constança.

-Estás bem? – perguntou ela.

-Sim, e tu? – respondeu ele.

-Claro que estou.

-Obrigado, Constança. Não sei como te agradecer…

-Não precisas. É melhor ligares aos teus pais, devem estar preocupados.

A partir daí a família do Geraldo e a de Constança passaram a ser mais unidas, e no dia 25 festejaram juntas o Natal. Mas, na hora de abrir as prendas, havia pessoas que estavam em falta…

-Onde estão o Geraldo e a Constança? – interrogaram-se todos.

-Estamos aqui. – disse Constança.

-Fomos apanhar azevinho. – continuou o Geraldo.

Olharam-se com um as misterioso e depois começaram a rir…

Sara Correia

publicado por Margarida às 23:15

Página destinada à publicação dos trabalhos dos alunos do 8º C - 07/08
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